JOAQUIM NABUCO | Ser Educacional
30 Janeiro
Paulista
Exercício x Emagrecimento
Autor: Michela Caroline

*Por Wagner Lima

Mesmo com o aumento da adesão na quantidade de pessoas associadas a prática de atividade física em todo o mundo, intrigantemente também tem aumentado a quantidade de pessoas com problemas de obesidade, e esta realidade acaba trazendo à tona alguns questionamentos sobre a real eficiência dos programas ditos de emagrecimento existentes.

Será que as recomendações dos exercícios estão de acordo com a real necessidade e possibilidade das pessoas? 

Apesar da má adesão por longos períodos ser um problema, ela não parece ser o único fator de insucesso dos planejamentos que objetivam a redução de peso em obesos e sobrepesados (Finley et. al. 2006). Algumas outras armadilhas parecem estar escondidas nesses programas, e é necessária uma visão um pouco mais crítica e menos submissa para observá-las.

Alguns autores, em linhas gerais, já chamaram a atenção para as falhas nos programas de emagrecimento que se pautam em exercícios de baixa intensidade e restrição calórica severa, e propõem uma nova abordagem, com exercícios menos volumosos e de maior intensidade, com inclusão de musculação e dietas sem restrições excessivas. Ou seja, a velha ideia de que para emagrecer, seria necessário começar a caminhar, correr, pedalar, etc., e “fechar a boca”, parece ser questionável segundo as novas linhas de pesquisa atuais.

Segundo Paoli, 2014, sucesso de um programa de emagrecimento está pautado na melhora da composição corporal e manutenção dessa melhora. Para isso é necessário que haja interferências positivas em 3 elementos importantes:

- Metabolismo de repouso;

- Efeito termogênico dos alimentos;

- Gasto energético nas atividades diárias.

Sabendo disso, podemos entender algumas das armadilhas existentes.

Um artigo de revisão publicado de 2014 por pesquisadores americanos (Swift 2014) tratou do assunto perda de peso, comentando as mais atuais publicações sobre o assunto e chegou a algumas conclusões que merecem destaque:

1) Aeróbio sozinho causa modesto emagrecimento, de 2 kg no máximo (estamos falando de perda de peso e não gordura) para períodos muito grandes, alguns com mais de 1 ano de intervenção. E ainda assim isso só com ocorre em poucos trabalhos e com altos volumes.
2) Para que se potencialize a perda de peso deve-se introduzir controle alimentar de característica restritiva e, nesses casos, aeróbio associado a dieta proporciona as mesmas perdas que apenas dieta.
3) Adotar uma vida ativa acompanhada de dieta leva às mesmas perdas e previne melhor o reganho de maneira mais eficiente que realizar aeróbio de baixa intensidade e alto volume combinado com dieta restritiva, o que ficou bem claro no trabalho de Ross et.al. de 1999.

Pelo visto, a estratégia de exercícios usada ao longo das últimas décadas, pelo fato de acumular diversos fracassos e se tornar desestimulante com o passar do tempo, parece estar agonizando e precisa urgentemente ser substituída por algo que de fato funcione e garanta o sucesso do processo de emagrecimento do ponto de vista sustentável. As pessoas desejam emagrecer e continuar magras!

Aqui no Curso de Educação Física da Faculdade Joaquim Nabuco, estas e outras questões serão abordadas, garantindo uma formação consistente e voltada para a real necessidade de mercado.

Vem pra Nabuco!

*inscrições abertas: 2121.5979

 

 

 

Comentários