JOAQUIM NABUCO | Ser Educacional
15 Maio
EVENTO
Artigos aprovados para o V Simpósio Nabuco de Retórica e Filosofia Aplicada ao Direito
Por Manuella Gomes

Segue a relação de artigos aprovados para apresentação no V Simpósio Nabuco de Retórica e Filosofia Aplicada ao Direito. Confira:
 
A efetivação do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana nas decisões judiciais do STF. (Henrique Humberto dos Santos Teixeira).
 
A importância da conciliação e mediação e seus métodos consensuais (Kazuo Watanabe; Ricardo Pereira Júnior; Mônica Haydée Galano).
 
A falência humana pela Ignorância (Wilson José Fernandes da Silva; Saulo Gomes da Silva).
 
Quando a intolerância se veste de Justiça: análise do movimento "Escola sem Partido". (Elaine Viviane da Silva).
 
Violência contra a mulher: o feminicídio no Brasil (Alice Cordeiro da Silva Moraes; Erivaldo Soares Brilhante dos Reis).
 
OBS: A apresentação/defesa dos artigos será no dia 23, à tarde (15:00 - 17:00h), em sala a ser definida.

09 Fevereiro
ARTIGO
Evolução ou transformação digital? O que o Supply Chain deve esperar de 2018
Por Jesse Barbosa

 

Parece que o buzz em torno da transformação digital veio e passou, e agora outros assuntos tão relevantes quanto esse, como Blockchain e inteligência artificial, ganham o noticiário. No entanto, a transformação digital não perdeu a relevância, mas precisamos analisar o andamento e maturidade dessa tal ‘transformação’  no Supply Chain brasileiro. A verdade é que a maioria das empresas se deu conta que ela não é como um interruptor, que basta apertar, se conectar automaticamente e compartilhar os dados de negócios, fornecedores, parceiros comerciais, e de tudo o que está acontecendo no supply chain físico.

A verdade é que o Brasil é um País rico e com ampla extensão territorial,  por outro lado, essa riqueza traz inúmeros desafios e burocracias para o setor de Supply Chain, como a quantidade de documentos necessários para a liberação e transporte de uma mercadoria via terrestre, marítimo ou até mesmo aéreo. A visibilidade completa da cadeia de suprimentos é um sonho possível, mas que requer organização e mudanças graduais nos processos internos para garantir, ao menos, mais eficiência e otimização do tempo – e esses, acreditem, são os melhores ativos para as empresas do setor.

 

Leia a matéria completa.

18 Janeiro
LOGÍSTICA
Carga projeto exige logística especial
Por Jesse Barbosa

Artigo | Por Tiago Silveira *

Cargas com medidas, dimensões e pesos fora dos padrões que impendem o embarque em contêineres são definidas no transporte internacional como carga projeto. Expandindo esse conceito, carga projeto pode ser toda aquela que exige a criação de uma cadeia logística diferenciada visando atender uma demanda única. Ou seja, é um tipo de logística que não se encontra na “prateleira” porque nenhum projeto é igual, cada um tem suas peculiaridades.

Normalmente, cargas projeto demandam soluções multimodais. Todos os modais podem ser utilizados para mover uma carga projeto, incluindo aeronaves, navios, trens, barcaças ou carretas. Como cada projeto é uma operação única e é necessário avaliar as barreiras técnicas para o transporte das cargas, adequação de embalagem, armazenagem, planejamento de manobras de içamento, estivagem e a fixação da carga nos porões ou conveses da embarcação.

Com o objetivo de evitar avarias durante a viagem, o profissional de logística elimina os modais que não apresentam condições básicas para o transporte e começa a mapear quais as opções são as mais indicadas para cada carga projeto. O trabalho de desenvolvimento de novos fornecedores para o transporte de cargas projeto não pode parar nunca. Devido à complexidade do processo, a seleção dos fornecedores é fundamental para o sucesso do projeto como um todo. Também é necessário visitar as empresas parceiras para confirmar as reais condições e capacidades e analisar se elas realmente se adequam às características de cada carga projeto.

Outro detalhe importante é sempre solicitar cases e exemplos de cargas semelhantes que já foram manuseadas pelo fornecedor, além de verificar as certificações de qualidade e normativas de segurança que possui como indicadores importantes. Um bom profissional de logística de projetos já possui os fornecedores mapeados para cada situação ou localidade, evitando utilizar empresas que ainda não tenha trabalhado no transporte de cargas projeto para os clientes.

 

* Tiago Silveira é analista de Produto da Allog International Transport

18 Janeiro
PRODUTIVIDADE
Cultura organizacional: como aumentar a produtividade dos colaboradores?
Por Jesse Barbosa

Realmente, mercados mais competitivos têm exigido esforços redobrados dos gestores. E não é fácil obter a almejada diferenciação apenas com base nos atributos físicos dos produtos e serviços. É nesse contexto que se torna imprescindível a valorização da cultura organizacional.

A partir dela, as organizações conseguem alinhar com mais eficiência o trabalho de seus colaboradores no dia a dia, além de cuidar melhor da exposição da sua imagem, influenciando positivamente a percepção que o público tem sobre a empresa.

Diante disso, o objetivo deste artigo é explicar o que precisa ser feito para estabelecer uma cultura organizacional adequada, e como esse processo impacta nos índices de produtividade da equipe. Interessado? Então, boa leitura!

 

 

17 Janeiro
ARTIGO
Os benefícios da fisioterapia no tratamento da Doença de Parkinson
Por Romuldo Brandao

“Os benefícios da fisioterapia no tratamento da Doença de Parkinson”, haja vista, na atualidade vivenciar a fisioterapia atundo em conjunto com a equipe de saúde nos diferentes estágios da doença, com técnicas de fortacelimento muscular para manutenção da mobilidade, exercícios de alongamento, mobilização, movimentação, respeitando os estágios vividos por cada paciente. O objetivo desse estudo é analisar a eficácia da fisioterapia no tratamento da Doença de Parkinson; identificar as características da doença, bem como, reconhecer as melhores técnicas fisioterapêuticas para estar sendo utilizada na Doença de Parkinson.A doença de Parkinson é uma doença progressiva com um quadro clínico rico em sintomas que se não tratados, tornam o paciente dependente. O indivíduo portador desta patologia apresenta uma alteração da postura, um déficit progressivo de equilíbrio e coordenação, tremor, rigidez, uma marcha alterada, bradiciesia, e em estados mais avançados pode apresentar déficits de atenção e aprendizagem, entre outro (ZUCCO, 2009).

Confira o artigo completo.

17 Janeiro
ARTIGO
Entenda melhor a função da Fisioterapia nas queimaduras
Por Romuldo Brandao

Queimaduras são lesões dos tecidos orgânicos superficiais em decorrência de traumas de origem térmica, química, elétrica ou radioativa. Varia de desde pequeno eritema na pele até agressões mais graves, capazes de desencadear um grande número de respostas sistêmicas, que serão proporcionais à extensão e profundidade destas lesões.No Brasil ocorrem em torno de 1.000.000 acidentes com queimaduras ao ano, sendo que 100.000 procurarão atendimento hospitalar e destes, cerca de 2500 pacientes irão à óbito, seja de maneira direta ou indireta às lesões.Nos primeiros 3-4 dias após o acidente, as causas de morte acontecem por hipovolemia relacionada à desidratação pela área atingida. Nos dias subsequentes, a principal causa de morte são as infecções oportunistas. Mais de 70% das infecções em queimados está relacionada com procedimentos comuns em hospitais, como a introdução de cateteres, entubações e traqueostomias.

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17 Janeiro
ARTIGO
As terapias manuais e a cinesioterapia no tratamento da cervicalgia
Por Romuldo Brandao

A coluna vertebral é uma estrutura forte e flexível que protege os elementos neurais, bem como sustenta o corpo na posição ereta. Devido ao esforço, pode ocorrer um desgaste da estrutura comprimindo a raiz nervosa ocasionando o aparecimento de patologias diversas. (DANTAS et al., 1999). Pesquisas que mostram parte da população brasileira com queixa de problemas na coluna e vai a médicos constantemente. A medicina tem procurado novas técnicas para tratar as diversas afecções da coluna que acometem boa parte da população, cerca de 80%, com idade inferior a 45 anos, que não apresentam doenças, mas, um sintoma que pode ter mais de 50 causas diferentes (GOLDENBERG, 2010).

O presente estudo tem como objetivo descrever, através de revisão bibliográfica, as terapias manuais no tratamento da cervicalgia. Pois de acordo com o ITC (2010), uma das possíveis alternativas no tratamento da cervicalgia é a Terapia Manual, uma das descobertas da fisioterapia para tratar e amenizar a dor cervical; uma técnica de ação direta que trabalha com o objetivo de diminuir a tensão muscular e a algia, em pacientes que apresentam o quadro de cervicalgia. Assistindo a esta realidade, que se optou em descrever três técnicas de terapias manuais no tratamento da cervicalgia, sendo elas a manipulação articular, a mobilização articula e a mobilização neural.

 

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05 Janeiro
ARTIGO
O desafio do “nem-nem” brasileiro
Por Leonardo Estevam

O desafio do “nem-nem” brasileiro

A situação atual, o conceito e a provocação

Há dias atrás o IBGE publicou uma pesquisa que mostra o crescimento da quantidade de “nem-nem” no Brasil, a mesma demonstrou que o número de pessoas nessa condição incrementou a ponto de chegar a 25,8% dos jovens de 16 a 29 anos. Certamente uma temeridade se tratando de uma economia como a brasileira, que possui índices de Educação, produtividade e inovação baixos quando comparada a países que possuem as mesmas características de tributação e de geração de riqueza. Só para explicar, a designação “nem-nem” é dada àquelas pessoas que nem estudam e nem trabalham, tal designação foi usada pela primeira vez no Reino Unido com o acrônimo NEET(Not in Education, Employment or training).

Mas qual o motivo principal para que esse número esteja tão alto no Brasil?  Será que a crise econômica é a única razão para que os jovens estejam cada vez mais sem trabalhar ou estudar? Certamente parte das explicações são atribuídas à crise econômica, mas diante do aprofundamento nos números podemos perceber que esse fenômeno do “nem-nem” tem causas maiores e mais antigas que a crise brasileira atual.

A crise

Realmente, quando se avalia a crise econômica brasileira de nossos dias é impossível deixar de atribuir à mesma alguma responsabilidade no incremento do número de jovens sem estudar e sem trabalhar. Só para se ter uma ideia, um índice que chama muito a atenção é o fator que mede a dívida bruta das empresas sobre o Patrimônio líquido, entre 2010 e 2015 em empresas de capital fechado, maiores empregadores do país, esse índice aumentou 70% (Fonte:CEMEC-IBMEC). As empresas de capital fechado são, em sua grande maioria, empresas de micro, pequeno e médio porte e, com índices como esse, sua capacidade de investir fica mais restrita e, por conseguinte, diminuem as chances de contratação de jovens. Essas empresas são responsáveis por 88% dos empregos no Brasil.

Outro índice igualmente preocupante é o número de empresas em recuperação judicial. Em 2016 esse número foi recorde, apesar da melhoria tímida, em 2017 ainda é maior que os números acumulados em 2012, 2013, 2014 e 2015. Só para se ter uma ideia em 2016 esse número teve incremento de 44,8% em relação a 2015. Essa evolução da quantidade de empresas que optam pela recuperação judicial, além de criar insegurança entre os que procuram emprego, também é temerária para empresas menores que são fornecedoras de empresas maiores que se utilizam desse expediente. Apenas 1% das empresas que se utilizam da recuperação judicial saem do processo saneadas (SERASA EXPERIAN).

O Impacto na nossa vizinhança

Com todo esse cenário em torno dos maiores empregadores, não é de se surpreender com os índices de desempregos no Brasil. Claro que nos assustamos, mas longe de ser uma surpresa. O desemprego tem diminuido no mundo num ritmo inferior ao de 2008, ano do subprime (crise) americano, e, para piorar, o desemprego de longo prazo tem diminuido ainda mais lentamente que o desemprego global (OCDE). Esse fenômeno é explicado pela atual quarta revolução industrial e seus aspectos de geração de tecnologia e economia compartilhada. Mas esse é um outro assunto que prometo abordar em outro texto.

Mas no Brasil de hoje, além dos impactos da quarta revolução industrial (que serve pra todo o mundo), a questão interna é mais grave. Com um governo endividado, empresários endividados e consumo das famílias comprimido, o desemprego brasileiro bateu, no 3° trimestre de 2017, na casa dos 12,4% , no Nordeste esse índice foi de 14,8% e, no Recife, chegou a incríveis 20% de acordo com o IBGE (tabela 4095). Essa situação da capital pernambucana tem relação com a quantidade de projetos subsidiados diretamente pelo governo federal e que acabaram não evoluindo no Estado. Em especial, os projetos da Refinaria, do Estaleiro e da Cidade da Copa são vistos como pontos cruciais de geração de incertezas e de quebradeira entre as empresas de micro, pequeno e médio porte que eram fornecedoras desses empreendimentos.

Onde está o FIES que estava aqui?

Uma das características principais dos jovens brasileiros é que apenas 25% dos que terminam o segundo grau ingressam no Ensino Superior, na maioria das vezes os jovens começam a trabalhar e só após 5 anos (INEP) entram na faculdade. Com o salário do seu emprego acabam arcando com as mensalidades, posto que 76% das matrículas são em Instituições privadas(INEP). O uso de financiamento governamental foi, entre os anos de 2012 a 2014, um impulsionador relevante de ingressantes no ensino superior, mas quando as mudanças chegaram, ainda no governo Dilma Roussef, para ajustar o financiamento à situação fiscal do governo, regras relevantes restringiram o acesso ao programa.

A principal nova regra impactante poderia ser a que restringiu o número de contratos a apenas 61.500 em 2015. Antes não havia limite de contratos. Poderia ser a que passava a taxa de juros de 3,4% a.a para 6,5% a.a, também poderia ser a que criava como cursos prioritários as áreas de saúde, engenharia e Educação (Formação de professores). Essa última é muito relevante para a economia, pois no país mais de 38% dos novos ingressantes vão para área de Ciências Sociais, Negócios e Direito, sendo que Administração e Direito respondem por 44,69% do total desta área do conhecimento, o que demonstra uma concentração muito grande dentro destes dois cursos.      

Mas nenhuma regra evidenciou tanto o problema brasileiro quanto a regra que impôs a condição de atingir a nota mínima de 450 pontos no ENEM para ter acesso ao FIES. Essa definição associada a nova condição da família ter renda per capita de 2,5 salários mínimos expôs de vez o quanto a educação básica brasileira está deficitária em diversos aspectos. Os ingressantes simplesmente não atingem a nota mínima e, apesar de cumprirem com todas as outras novas exigências feitas pelo governo, não conseguem o financiamento graças a essa restrição. Então o governo que não consegue entregar uma educação de qualidade durante os anos de escola é o mesmo que cobra do estudante uma nota mínima de 450 para financiar seus estudos na faculdade. Resultado? Sobram vagas de FIES Brasil afora. Somente 75% das vagas são preenchidas pelo Mercado. Surpreso leitor?

Também não é surpresa tal resultado pífio no ENEM, os brasileiros que fazem ensino público nesse país estão expostos a uma qualidade extremamente difícil de adjetivar. Os índices educacionais brasileiros ficam entre os piores do mundo e, como já se sabe também, as disparidades entre escolas públicas e privadas acabam gerando estudantes abastados nas Universidades Públicas e estudantes de classes menos favorecidas nas Instituições privadas. A pior nota no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) das escolas privadas foi maior que a melhor nota entre os Estados da Federação. Pernambuco, que celebra a liderança, teve nota de 3,9 no IDEB enquanto que a pior escola privada do país atingiu 4,0.

Voltando à regra que afastou os estudantes provindos das classes menos favorecidas, e expostos à educação pública deficitária do governo, das Instituições de Ensino superior podemos perceber claramente que essa restrição gerou outro processo interessantíssimo de se vivenciar. Os estudantes estão em migração para financiamentos privados. Desde 2010 mais de 2 milhões de brasileiros optaram por utilizar algum financiamento privado para arcar com sua Faculdade e isso deverá acelerar esse ano. O brasileiro, definitivamente, quer estudar.

O Brasileiro aprendeu que estudar é bom ou o mercado ensinou?

Definitivamente o brasileiro é compelido a estudar mais todos os dias. Essa imposição, infelizmente, não vem de pais presentes cobrando de seus filhos, nem de jovens mais conscientes da necessidade de uma evolução pessoal e muito menos de um governo que incentive a busca contínua por educação. Não. Pais brasileiros não olham nem o que seus filhos consomem na internet, apenas 33% dos pais brasileiros fazem atividades junto com os filhos na rede. Nem tão pouco o brasileiro ganhou consciência de que estudar é bom, 44% dos brasileiros não lê e 30% nunca comprou um livro. E o governo nem comento, pois quem está tendo que lidar com um déficit de mais de R$ 200 bilhões causado por muita corrupção e falta de gestão não tem tempo pra incentivar ninguém a nada.

O que houve foi que o mercado fez a tarefa! E fez da maneira mais direta e objetiva que poderia ser feita. Hoje, no Recife, quem tem ensino superior está exposto a uma taxa de desemprego da ordem de 7,8% enquanto quem tem ensino médio completo está exposto a uma taxa de 24,3%. O mercado está mostrando sua demanda e não tem sido fácil. Aliás, com todos os índices de desemprego que temos atualmente no Brasil, no Nordeste e em Recife, 63% das empresas reportam dificuldades para contratar uma pessoa, mesmo pagando em média 56% a mais para quem tem Ensino Superior.

O mercado não está ensinando o brasileiro gratuitamente, as necessidades com as quais tem se deparado são de uma inovação constante e necessária, uma colaboração nunca antes vista e uma pressão muito forte da competitividade internacional. É a nova Economia. Então não adianta contratar quem não tem ciência para implementar em sua empresa.. Quem não estiver estudando, estará fora do mercado. Quem faz o país é o mercado, mas para fazer mercado precisamos de pessoas preparadas. #FICADICA #CORRA #Estude

20 Novembro
MATÉRIA
Direito inclusivo na educação
Por Maria Amélia

Inúmeras são as ações propostas pelo Órgão Ministerial para garantir a educação especial inclusiva, a exemplo da ação civil pública do Ministério Público do Rio Grande do Sul que motivou o seguinte julgado:

EMENTA: AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO DO ADOLESCENTE AO ATENDIMENTO EM ESCOLA ESPECIAL E TRANSPORTE DE QUE NECESSITA. PRIORIDADE LEGAL. OBRIGAÇÃO DO PODER PÚBLICO DE FORNECÊ-LO. BLOQUEIO DE VALORES. CABIMENTO. 1. Os entes públicos têm o dever de fornecer gratuitamente o atendimento especial e o transporte de que necessita o menor, cuja família não tem condições de custear. 2. A responsabilidade dos entes públicos é solidária e a exigência de atuação integrada do poder público como um todo, isto é, União, Estados e Municípios para garantir a saúde de crianças e adolescentes, do qual decorre o direito ao fornecimento de ensino especial, está posto no art. 196 da CF e art. 11, §2º, do ECA. 3. É cabível a antecipação de tutela quando ocorre a presença das hipóteses do art. 273 do CPC. 4. É cabível o bloqueio de valores quando permanece situação de inadimplência imotivada do ente público, pois o objetivo é garantir o célere cumprimento da obrigação de fazer estabelecida na decisão judicial. Recurso desprovido. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Agravo de Instrumento Nº 70034910448, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves, Julgado em 12/05/2010).

 

Para mais informações do artigo, clique aqui.

 

14 Novembro
ARTIGO
Recursos Humanos como sustentabilidade
Por Edson Brigido

Qual é o papel da área de recursos humanos na criação e promoção de fatores-chave para que gerentes pensem e ajam de forma diferente?

Por Aileen Ionescu-Somers*

A sustentabilidade integra, hoje, a agenda estratégica da maioria das multinacionais. No entanto, pesquisa do Centro Global para a Liderança em Sustentabilidade, da escola de negócios IMD, de Lausanne, na Suíça, mostra que poucas empresas têm se dedicado por inteiro a essa estratégia – o que significa que o alinhamento permanece “preso” em várias unidades de negócios resistentes, como finanças, vendas, marketing e, curiosamente, a
área de recursos humanos também. Como isso acontece?

As empresas às vezes sofrem para transformar as múltiplas facetas da sustentabilidade estratégica em crescimento e vantagem competitiva. Isso acontece principalmente porque os gerentes têm mentalidades fixas, ou de curto prazo, fortemente influenciadas pelo contexto de negócios – e também por seus próprios padrões de comportamento. As corporações podem, ainda, carecer de sistemas de valores, conhecimento e habilidades necessárias, além da ausência de uma cultura incentivadora que lhes permita alavancar a estratégia de uma melhor forma.

No entanto, a experiência diz que o RH das empresas possui diferentes graus de envolvimento na implementação estratégica. Portanto, há certo perigo de as discussões empresariais se resumirem ao “mínimo denominador comum”. Na verdade, a questão primordial é que, com a não inclusão estratégica do RH na agenda, as empresas provavelmente não implementarão plenamente suas estratégias de sustentabilidade.

Qual é o papel do departamento de recursos humanos de uma organização na criação e promoção de fatores-chave para que gerentes pensem e ajam de forma diferente? Sabemos, por meio dos inúmeros projetos de pesquisa no IMD, que a inclusão bem-sucedida de estratégias de sustentabilidade significa:

–  Construir e implementar um casamento de negócios claro entre departamentos e unidades;

–  Tornar absolutamente essencial a resolução de questões de sustentabilidade economicamente relevantes;

–  Criar valor em toda a cadeia, para todos os acionistas e partes interessadas;

–  Eliminar as lacunas de conhecimento entre os gestores referentes à relevância da sustentabilidade para suas atividades cotidianas;

–  Eliminar “silos organizacionais”;

–  E – o mais importante – mudar mentalidades para permitir maior equilíbrio entre a lucratividade no curto prazo e a estabilidade de longo prazo.

Naturalmente, para realizar essas mudanças, são necessários novos conhecimentos e habilidades – na verdade, novos tipos de gerentes. Também é fundamental uma cultura corporativa e sistemas de valores que funcionem como terreno fértil para a estratégia e, principalmente, permitam às pessoas alinharem a ação empresarial com visão e propósito corporativos.

Em qualquer organização, o RH desempenha um papel extremamente importante no processo de incorporação, uma vez que ele insere as pessoas na estratégia da sustentabilidade empresarial. No entanto, muitas vezes os departamentos de RH não se sentem habilitados a instigar e implementar as mudanças necessárias às organizações a fim de integrar a sustentabilidade.

O que queremos dizer com “integrar”? Simplesmente que o comportamento social e ambiental responsável (e as ações) integra-se aos sistemas de negócios como uma atividade corriqueira da empresa. Dessa forma, a sustentabilidade não permanece nem se torna um “complemento”, em que os especialistas e gerentes dedicados ao tema ficam sentados em “torres de marfim”, tentando – e, muitas vezes, deixando de – divulgar o interesse em estratégias de sustentabilidade dos principais gerentes funcionais, algo que não tem nenhuma relevância aparente na dura realidade das atividades gerenciais cotidianas.

Para promover o engajamento e fomentar a liderança em sustentabilidade numa organização, o RH tem de desempenhar papeis significativos, como:

–  Alinhar incentivos internos e fatores-chave, como recompensa, contratação de talentos e revisão de políticas e práticas do desenvolvimento da liderança;

–  Manter coerência entre as diretrizes estratégicas e as ações cotidianas. O RH pode atuar como um “cão de guarda interno”, observando e ajudando a organização a abordar inconsistências. Do contrário, corre-se o risco de a empresa ser acusada de “lavagem verde”, na qual essas ações são tidas como “de fachada”;

–  Criar embaixadores internos, para promover a estratégia de sustentabilidade e orientar funcionários durante os processos de mudança;

–  Preencher as lacunas do conhecimento. Ao incorporar questões de sustentabilidade estrategicamente relevantes para a empresa, o RH pode se responsabilizar pela implementação do conhecimento.

–  Utilizar a sustentabilidade no recrutamento e retenção de talentos. Prevê-se que encontrar talentos vai ficar cada vez mais difícil, dependendo do setor. Empresas com visão de sustentabilidade e capacidade de articulação para mostrar resultados claros na prática dos negócios terão vantagens competitivas.

Entretanto, ao cumprir tais papeis o RH também enfrentará os seguintes desafios:

–  Conquistar credibilidade. As expectativas em relação ao RH são bastante elevadas, mas sua reputação nem sempre é das melhores. Assim, torna-se obrigatório reforçar sua credibilidade interna e cumprir papel proativo no apoio às estratégias de sustentabilidade. Além disso, o RH pode humanizar o tema de forma que os gestores se identifiquem, alinhando-se ao princípio básico do “conheça-se a si mesmo, conheça seu negócio e conheça sua equipe”.

–  Garantir que se coloquem as palavras em prática. As pessoas geralmente se entusiasmam ao falar de valores e princípios, mas demonstram maior resistência para agir e mudar seu comportamento.

Sistemas de RH têm o potencial de impulsionar essa mudança e ajudar as pessoas a superar barreiras, desde que:

–  A mudança de comportamento seja posicionada estrategicamente pela alta administração;

–  O RH atue como consultor interno, e não como executor;

–  Os gestores intermediários se envolvam com as estratégias desde o início, uma vez que mudanças geralmente se tornam reais e tangíveis no nível intermediário;

–  O fôlego seja construído e sustentado por um RH engajado, demonstrando progresso e integração aos negócios;

–  Os objetivos mensuráveis dos gerentes sejam revisados e devidamente alinhados;

–  A integração da sustentabilidade esteja alinhada com o propósito geral da empresa.

Há uma série de outras ferramentas e opções. O RH e setores de sustentabilidade podem trabalhar juntos para garantir que a empresa:

–  Esteja preparada para atrair novos tipos de liderança;

–  Valorize o longo prazo, a inteligência emocional, fatores de inovação e a vontade de um aprendizado contínuo;

–  Promova uma visão ampla do impacto dos negócios sobre (e a partir da) sociedade, meio ambiente e economia;

–  Mescle um direcionamento de cima para baixo com um engajamento livre de baixo para cima. Isso é essencial para o bom desempenho dos funcionários em relação às estratégias de sustentabilidade, nas quais o RH atua como uma espécie de conduíte;

–  Alinhe sistemas de recompensa e reconhecimento com metas de sustentabilidade, ao criar maneiras de recompensar a inovação sustentável e promover competição interna;

–  Desencadeie um processo interno para repensar como os negócios são feitos.

–  Impulsione o alinhamento comportamental com a estratégia de sustentabilidade, por meio de mudanças nas políticas empresariais, atingindo até o comportamento individual.

Para fixar ainda mais a estratégia de sustentabilidade nas organizações, setores de sustentabilidade e RH podem se unir para chamar a atenção do poder central da empresa. Essencialmente, quando não se tem poder, precisa-se de uma voz – e há situações que permitem aos indivíduos ou departamentos estabelecer uma voz que seja ouvida dentro da empresa. Identificando-as, pode-se conquistar a atenção necessária. O próximo desafio será sustentá-la e disseminá-la – o que é o mais difícil, mas não impossível. Tal qual o vírus da gripe, é preciso, acima de tudo, “contaminar” primeiramente as pessoas certas.

* Aileen Ionescu-Somers é diretora da CSL Learning Platform da IMD Business School, na Suíça.

Este artigo foi publicado originalmente na revista Ideia Sustentável, edição 31, de março de 2013.

Fonte: https://www3.ethos.org.br/cedoc/o-rh-como-alavanca-da-estrategia-sustentavel/#.WgtGdPlSy1s

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