JOAQUIM NABUCO | Ser Educacional
06 Fevereiro
Paulista
Como Envelhecer com Saúde?
Por Michela Caroline

por Wagner Lima

A Organização Mundial de Saúde (OMS) há muito tempo já definiu saúde como o estado em que o indivíduo se encontra em perfeito bem-estar físico, mental e social. Ou seja, um estado de equilíbrio entre todos os aspectos do ser humano, e este equilíbrio dificilmente será atingido sem que nos esforçarmos para isto. Muitos são os cuidados a serem tomados e quanto mais cedo dermos atenção a eles, mais eficientes serão nossas atitudes. 

O processo de envelhecimento varia bastante entre as pessoas e é influenciado tanto por fatores genéticos quanto pelo estilo de vida. Especialistas em envelhecimento acreditam que poderíamos viver em média até 120 anos se o estilo de vida e o perfil genético fossem ideais. Um estudo feito nos Estados Unidos pela universidade de UCLA com mais de seis mil pessoas, demonstrou diferenças de mortalidade drásticas entre aqueles que seguiam sete hábitos saudáveis simples (nunca fumar, ingestão moderada de álcool, tomar café da manhã, não petiscar, dormir em média oito horas por noite, exercitar-se regularmente e manter o peso ideal) e aqueles que não os seguiam. Aqueles que seguiram os sete hábitos saudáveis apresentavam taxa de mortalidade muito menor, e foi estimado que viveriam em média nove anos a mais do que aqueles que não praticavam. 

Uma forma já sabida de manter uma boa saúde e melhorar a qualidade de vida é a prática regular de atividade física. De todos os grupos etários, as pessoas idosas são as que mais se beneficiam com os exercícios. O risco de muitas doenças e problemas de saúde comuns na velhice (ex. doenças cardiovasculares, câncer, hipertensão arterial, depressão, osteoporose, fraturas ósseas e diabetes) diminui com a atividade física regular. 

Há algum tempo atrás quando se falava em exercício físico para idosos, a orientação que se dava era para que realizassem uma caminhada leve. Esse conceito estava equivocado, pois pouquíssimos benefícios podem ser obtidos com a realização de exercícios de endurance (aeróbios) leves. Estudos têm demonstrado que exercícios de endurance intensos ou, no mínimo, moderados podem favorecer alguns aspectos físicos como o aprimoramento da capacidade cardiorrespiratória e mudanças na composição corporal com a diminuição dos níveis de gordura corporal (MEREDITH E FRONTERA et al,1989 ;GORAN E POEHLMAN,1992; SHABERG-LOREI,1990; SHUARTZ et al,1991 E 1992; MORIO et al,1999) 

Sabemos que a diminuição da força muscular e a flexibilidade são as maiores limitações para as atividades da vida diária. Agachar e levantar, subir e descer escadas, levantar objetos pesados, banhar-se e vestir-se são exemplos de atividades prejudicadas pela diminuição da força e flexibilidade. Exercícios aeróbios podem aprimorar o sistema cardiovascular, mas pouquíssima influencia no aumento da força e flexibilidade, sendo necessário outro tipo de estímulo, que consiste na prática de exercícios resistidos (popularmente conhecidos como musculação). Diversos estudos têm demonstrado que os exercícios de força (musculação) são uma maneira viável e efetiva para aumentar a força e massa muscular, reduzir os níveis de gordura corporal e conter a fragilidade física (FIANTORE et al,1994; DUPLER E CORTES,1993; SIPILA E SUOMINEN,1995; FRONTERA et al,1988; WOOD et al, 2001; MORGANTI et al 1995) Um estudo de Fiantore et al, 1990 concluiu que o treinamento intenso de força aumenta de forma significativa a força muscular e a mobilidade funcional em idosos com mais de 96 anos. Diversos outros estudos têm demonstrado a eficiência da musculação na melhoria das capacidades funcionais do organismo, como a velocidade, o equilíbrio e a flexibilidade em idosos (ALEXANDER et al,2001; FATOUROS et al, 2002; BROCHU et al, 2002; JUDGE et al, 1993 E FLECK E KRAEMER 1991). Podemos concluir que os exercícios de força contribuem muito para o aprimoramento de todas as capacidades funcionais necessárias para o indivíduo manter uma ótima aptidão física 

Ainda não foi descoberta a pílula ou a fonte da juventude, portanto o melhor que temos a fazer é adotar um estilo de vida saudável para prevenir os males do envelhecimento. Uma dieta bem balanceada e atividade física regular, combinadas com espiritualidade e afetividade em alta, constituem a melhor forma de chegar à terceira idade com muita saúde. Cabe a nós, idosos do presente ou do futuro, acreditar e trabalhar por isso.

24 Janeiro
Paulista
Exercício X Estresse
Por Michela Caroline

por Wagner Lima

Quem nunca ouviu falar que a prática regular de qualquer atividade física ajuda na diminuição dos níveis de estresse? Pois é! Mas para indicar de fato qual prática e em que grau de dificuldade devemos nortear a mesma para garantir melhores resultados, devemos sempre tomar como base as evidências científicas a respeito.

Seguindo esta linha coerente de raciocínio, podemos citar um estudo de revisão realizado por MACDOUGALL, J. et al, 1985, conduzido em mulheres com depressão que fumavam e usavam antidepressivos e sedativos. Foram diagnosticados saúde e capacidade funcional debilitadas e desempenho diminuído nas funções neuromuscular e cognitivas quando comparadas com as que não apresentavam depressão. 

Assim, o exercício que propicie um aumento da qualidade de vida e independência nas atividades diárias será de suma importância para minimizar a prevalência da depressão (Simão, R. 2004)

Por isso, sugere-se que o treinamento de força seja um modo de manter níveis de força, capacidade física, densidade óssea e bem-estar psicossocial, principalmente na população idosa. 

Essas hipóteses foram confirmadas quando relatou-se que o treinamento de força, associado ao trabalho aeróbio, favorece a qualidade de vida, tanto em idosos com níveis elevados de depressão, quanto baixos (MACDOUGALL, J. et al, 1985). Este mesmo autor também verificou que o treinamento de força realizado entre 70 e 80% de 1RM contribuiu significativamente para reduzir o estado de ansiedade em adultos. 

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16 Janeiro
Paulista
Seja um Profissional de Educação Física de sucesso!
Por Michela Caroline

Por Wagner Lima

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