JOAQUIM NABUCO | Ser Educacional
04 Novembro
Recife
Alunos da UNINABUCO participam da Semana de Conscientização sobre o racismo
Por Carlos Costa

No ultimo dia 25.10, realizamos um dia sobre o dia da consciência racial. A atividade teve a coordenação da Profº Dra. Luciana Gama, e foi realizado pelos alunos do 8º periodo, que organizaram o pátio da UNINABUCO com stands para divulgar as diversas formas de racismos, tendo como foco: 

1. Racismo ambiental;

2. Racismo Institucional;

3. Racismo Religioso;

4. Racismo Estrutural;

Participaram da exposição alunos, tecniccos, professores, coordenadores e publico externo, num total cerca de 300 pessoas foram abordadas pelos alunos, para trabalho sobre o tema do racismo.

20 Novembro
CONSCIÊNCIA NEGRA
20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência Negra
Por Manoel Filho

20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência Negra

O dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro e representa a luta dos negros contra a discriminação racial.

A celebração relembra a importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade. Afinal, as gerações que sucederam a época de escravidão sofreram diversos níveis de preconceito.

A data foi estabelecida pelo projeto Lei n.º 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. No entanto, somente em 2011 a lei foi sancionada (Lei 12.519/2011) pela presidente Dilma Rousseff.

História do Dia da Consciência Negra

As diversas nações africanas não se reconheciam como negros, e sim como Bantos, Haúças, Niams, Fulas, Kanembus, etc.

Os primeiros africanos trazidos para o Brasil como escravos chegaram aqui em 1532. A abolição do tráfico negreiro deu-se em 1850, pela Lei Eusébio de Queiroz. Após a abolição formal da escravidão no dia 13 de maio de 1888, a busca da "liberdade" e da igualdade por direitos dos negros jamais cessou.

O sentimento de discriminação sentido por todos os lados tornou o negro excluído da sociedade, da educação e assim, marginalizado no mercado de trabalho.

Essa exclusão foi aos poucos se diluindo. O negro encontrava lugar nos esportes e artes, mas não tinha acesso à universidade, por exemplo. Deste modo, a população negra optou por uma celebração simbólica dessa luta constante para sua libertação.

A criação de um dia comemorativo da Consciência Negra é uma forma de lembrar a importância de valorizar um povo que contribuiu para o desenvolvimento da cultura brasileira.

#20deNovembro  

20 Novembro
CONSCIÊNCIA NEGRA
20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência Negra
Por Rita Silva

Em 2003 foi instituído o Dia Nacional da Consciência Negra – 20 de Novembro.

Além de ser a data histórica da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, este dia é marcado pelas lutas vencidas do Movimento Negro Unificado, para o reconhecimento, valorização e respeito a cultura ancestral negra do Brasil.

Dia de empoderamento da população negra, de valorização da beleza, de reconhecimento de personalidades como Dandara, Ganga Zumba, como também dos trabalhos de tantos negros trazidos para o Brasil, afim de contribuir com os conhecimentos nas áreas de engenharia, agricultura, mineração, entre tantas outras que são escondidas pela visão eurocêntrica da nossa história.

Precisamos tornar o Brasil um país de todos, pois a discriminação e racismo são exemplos práticos, vivenciados pelo povo negro.

A Lei Áurea ainda traz os seus impactos para esse povo!

São muitos Zumbis e Dandaras dos Palmares espalhados pelo Brasil, suas lutas diárias devem ser extintas e suas conquistas devem ser exaltadas.

Neste dia 20 de Novembro pedimos Paz e Respeito, pois o sangue negro corre nas veias de todo o povo brasileiro.

#VivaZumbi

#VivaDandara

#20deNovembro

#DOL

16 Novembro
SIMPÓSIO
Aluna escreve sobre Inclusão Racial
Por Aureliano Barros

Aluna Clarissa Marcely (do Curso de Direito, palestrante no  I Simpósio do GEC  - UNINABUCO, escreve excelente texto sobre DESIGUALDADE RACIAL E EDUCACIONAL NO BRASIL.

 

Cotas raciais: Intersecções entre desigualdade racial e educacional no Brasil

O Debate sobre a politica de  cotas raciais no ensino superior vêm dividindo opiniões. E o objetivo do presente trabalho  é  contribuir para a discussão sobre relações raciais no Brasil, apresentando dados históricos e estatísticos e culturais que levaram o nosso país a adotar essas ações afirmativas. Por isso, nada melhor do que entender sobre o surgimento das cotas no Brasil, seus objetivo e como elas repercutem na sociedade.

 

As cotas raciais começaram nos Estados Unidos, com objetivo de diminuir a desigualdade socioeconômica entre brancos e negros, no ano de 1960.  Pois nos EUA havia uma discriminação institucionalizada, determinadas leis privavam cidadãos não brancos de diversos direitos além de restringir o uso de áreas públicas como ônibus, parques e filas para serviços públicos, escolas, faculdades entre outros (leis que existiam desde 1867, logos após a emancipação dos escravos), ainda existiam grupos de supremacia racial, como a Ku Klux Klan, que promoviam ataques e linchamentos contra negros se eles tentassem exercer seu direito a voto ou desrespeitassem as leis. A segregação legal foi derrubada nos Estados Unidos a nível federal através de uma série de decisões da Suprema Corte em 1954, mas processo de dessegregação continuou até a década de 1970, com a tomada de medidas que visavam diminuir a desigualdade preexistente.

 

No Brasil, após a libertação dos escravos, não tivemos uma experiência semelhante a dos EUA, pelo menos não de uma forma tão declarada. Mas também não temos uma democracia racial, como afirmou Gilberto freire na sua obra: “casa grande e senzala”. Prova disso, nós encontramos até mesmo no âmbito jurídico, depois de assinada a lei áurea, não houve políticas públicas que inserissem os ex-escravos nos demais âmbitos da sociedade, em 1951 foi promulgada a Lei Afonso Arinos que atribuía como contravenção penal a recusa, por parte de estabelecimento comercial ou de ensino de qualquer natureza, de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de cor. A constituição de 1988 tornou crime de racismo, inafiançável e imprescritível, ou seja, se vivêssemos numa democracia racial, tais leis não seriam necessárias, já que não faz sentido combater algo que não existe.

Alguns dados estatísticos comprovam as diferenças de renda e educação entre brancos e negros, como por exemplo:

                      

Com base nos dados obtidos pelo IBGE em 2009, a Universidade de Brasília (UnB) realizou uma pesquisa e constatou que 31,1% da população branca ingressa na universidade, enquanto na população negra esse numero é de apenas 12,8%. A UnB foi a primeira federal a adotar as cotas raciais, em junho de 2004.

Em 2012, foi aprovada a lei 12.711/12 (Lei de cotas), para tentar corrigir o que é considerado como injustiça histórica, herdada do período escravista e que resultou em um menor acesso ao ensino superior e, consequentemente, a menores oportunidades no mercado de trabalho para negros e índios, visando garantir menores desigualdades socioeconômicas e educacionais entre os membros da nossa sociedade. Além disso, serviu para padronizar a forma de ingresso dos alunos nas universidades públicas do país.    

 

Um dos principais argumentos que contrariam a lei de cotas é que qualquer pessoa pode se declarar de uma raça a qual não pertence para ingressar na universidade por meio do critério da autodeclaração. Quanto a isso, algumas universidades consideram o critério da autodeclaração, mas também adotam uma espécie de banca, com representantes dos Direitos Humanos, do MEC e da própria instituição, para checagem se informação dada é verdadeira. Outras consideram apenas o autodeclaração do aluno, mas isto não impede que a Universidade, outra pessoa ou até uma instituição questione sua declaração e peça que não tenha acesso à vaga.